sábado, 16 de março de 2013
Identificando Mentiras - Introdução
Todos mentem - sem exceções. O motivo mais natural vem do medo - de causar um conflito, ser rejeitado, sofrer uma punição ou perder algo, seja um objeto ou uma oportunidade. Esse tipo de mentira é também o mais comum, e experimentos já demonstraram que as crianças de 2 anos com maior capacidade cognitiva (25% delas) são capazes de contar esse tipo de mentira. O percentual obviamente aumenta com a idade, sugerindo que a mentira é algo natural do ser humano - e que, mesmo antes do ser humano ser capaz de conscientemente 'enganar' alguém, ele já pode dizer aos outros algo mais favorável para si do que a verdade.
Existem, além destes, três outros grandes motivos para se mentir. O primeiro é levar alguém a acreditar em certa afirmação para atingir um objetivo - uma mentira manipuladora. O segundo é mentir para acobertar ou ajudar terceiros de algum modo - uma mentira altruísta. E o terceiro é simplesmente por diversão, pela descarga de adrenalina que acontece ao se tentar enganar alguém - a mentira patológica.
Mentiras são muito mais comuns do que se imagina. Saber como funcionam é fundamental para um mentalista - permite que identifique os sinais em cada contexto, e que seja capaz de controlar os impulsos naturais para manifestá-los em si próprio - melhorando consideravelmente sua capacidade tanto de adquirir quanto guardar informações.
É impossível, porém, identificá-las por si só. A habilidade de detectar mentiras é mais um conjunto de habilidades tanto de observação quanto de interpretação: Alguém contando uma mentira frequentemente demonstra diversos sinais de nervosismo e insegurança ou defensividade, tanto na linguagem corporal como em outros aspectos do comportamento. Esses sinais são inerentes ao ser humano, feitos inconscientemente na maioria dos casos - e se interpretados de modo correto, tornam-se uma valiosa fonte de informações.
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