quarta-feira, 13 de março de 2013
Comportamento Humano - Introdução
É evidente que não há e nunca haverá dois seres humanos iguais. Mesmo possuindo materiais genéticos idênticos, como no caso de gêmeos ou até clones que possam vir a existir, para serem iguais e agirem do mesmo modo, eles precisariam ter exatamente as mesmas experiências, ou seja, vivido a mesma vida.
Além disso, é claro, ainda há a diversidade dos genes, que adiciona ainda mais variabilidade à equação - tornando as pessoas ainda mais diferentes. É simplesmente impossível, portanto, prever com precisão total o comportamento humano - há uma quantidade absurda de variáveis e não dá para levar todas em consideração.
Felizmente, porém, os hormônios funcionam de modo bastante semelhante em todos os seres humanos - o suficiente para sermos capazes de apontar para impulsos e características que, naturalmente, são universais. Isso não quer dizer que serão observados inevitavelmente em todas as situações, mas sim que são a tendência natural do ser humano, e devem manifestar-se a não ser quando se tenta segurá-los conscientemente.
Além de com total atenção, a interpretação do comportamento deve ser feita sempre mediante a um contexto - em geral, é seguro dizer de que uma pessoa sentada encolhida, com braços e pernas cruzados está insegura e fechada para interação social - mas ela pode ter outra explicação num certo contexto - se fizer frio, por exemplo, é muito mais provável que esteja meramente tentando se aquecer.
Essa leitura - tanto do comportamento em geral quanto na linguagem do corpo - também deve ser feita em grupos: Um único sinal isolado é uma mensagem extremamente fraca a se interpretar, sendo apenas útil quando se sabe que a pessoa está tentando suprimi-los - em geral, os sinais aparecem em grupos, todo o corpo e todo o comportamento diz a mesma coisa - quando há alguma grande incongruência, um largo sorriso com o cenho franzido, por exemplo, o indivíduo está mascarando suas emoções.
Por fim, vale lembrar que o mentalismo não é uma ciência exata - há uma quantidade incalculável de variáveis, e podemos trabalhar apenas com uma probabilidade - nem sempre alta o suficiente - de que certo gesto tenha significado o que imaginamos - as pessoas são voláteis e nunca sabe-se o quão bem conseguem mentir ou falsear seu comportamento.
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Vocês deviam fazer como no livro das leis do poder: citar a regra (ideia), ensinar a identificar/usar e depois ensinar a não ser identificado/não aplicarem a regra em você.
ResponderExcluirAs 48 Leis do Poder é um livro excelente sobre dinâmicas sociais, e é provável que o mencionemos futuramente - mas receio que muitos dos conceitos utilizados no blog não possam ser representados desse modo. Poderíamos fazê-lo ao falar sobre o comportamento ao mentir, por exemplo, mas haverá futuras postagens sobre tópicos como sugestão e psicologia evolutiva, e estes são simplesmente muito abrangentes para se tratar apenas de modo prático. Ainda assim, obrigado pela sugestão!
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